Técnica inédita no Brasil faz rio do Espírito Santo voltar a ter vida

Técnica inédita no Brasil faz rio do Espírito Santo voltar a ter vida
06 mar 2017

Troncos de eucaliptos estão colaborando para trazer mais vida ao rio Mangaraí, que fica em Santa Leopoldina, na região serrana do Espírito Santo. A técnica usada pela primeira vez no Brasil já ampliou em mais de 80% a quantidade de peixes no rio. É a natureza se regenerando a partir da própria natureza.

Os resultados se tornaram visíveis quase um ano após o início do projeto Renaturalize, em um trecho de 200 metros do rio Mangaraí, um dos principais afluentes do rio Santa Maria da Vitória, que abastece a Grande Vitória.

A tecnologia foi trazida da Inglaterra e inicialmente utilizada, com sucesso, nos afluentes do rio Tâmisa. A seguir, se destacou como pioneira no Brasil e em toda a América Latina.

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A técnica se resume na colocação de troncos de eucaliptos em pontos do rio. Os troncos amarrados com cabos de aço formam redutos, estruturas que causam redução na velocidade do rio e consequente aumento da infiltração no lençol freático.

Outro benefício, além da oxigenação da água, é que os troncos ajudam na retenção de sedimentos que causam assoreamento dos rios. Em dez meses, foram retiradas 67 toneladas de sedimentos de um ponto do rio Mangaraí.

O projeto também causou aumento da biodiversidade no rio. Nos remansos formados pelos troncos, ficam acumuladas folhas, ramas e cascalho, criando um ambiente heterogêneo com variedade de alimentos para a fauna e, consequentemente, maior biodiversidade.

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Devido aos bons resultados, o projeto Renaturalize é estudado para aplicação em outros afluentes. A técnica apresenta baixo custo e não possui nenhuma dificuldade operacional. Sua propagação deve se expandir além do estado do Espírito Santo, revitalizando rios de todo o território nacional que foram vítimas do desmatamento.

Fotos: Pixabay e TV Gazeta.


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Guilherme Lupino
Guilherme Lupino

Engenheiro Civil, formado pela Universidade Estadual Paulista, entusiasta em novas tecnologias e sistemas de construção sustentáveis.

Observações

  1. André Pellanda de Souza Diz: março 7, 2017 at 5:06 pm

    Na moral, maior KO esse projeto, a indústria do eucalipto capixaba detonou esse rio e agora ainda quer vender a “solução”. Primeiramente desafio postar uma foto de um peixe nativo desse rio, a foto postada são de trutas, espécies exóticas que nunca houve nesse rio, e não vai ter devido sua alta exigência de qualidade de água, segundo falaram que aumentou em 80% a quantidade de peixes kkkkkkkkkkkkkkkkkkk quem fez essa pesquisa? a ARACRUZ Celulose kkkkkkk, os capixabas nunca tiveram suas ictiofauna estudadas como eles sabem que aumentou 80%? gostaria de ver esta pesquisa(fraude), aumenta o Oxigênio da água como? se a madeira fixada consome oxigênio no processo de decomposição. Unica coisa que concordo é em diminuir a velocidade da água e conseguente o assoreamento das margens desmatadas, mais isso é pouco, o que vale mesmo é a revitalização da bacio hidrográfica, fora isso é projeto para gringo ver.

    • Concordo em número e grau com você meu amigo. Isso é jogada marqueteira para amenizar as penalidades destas em presas que somente arrasaram nossos rios, nossas florestas e agora estão no formado “Pool” do agronegócio, plantando eucalipto para secarem mais os rios, usando as águas dos rios para alimentar as máquinas industriais e devolverem para o Meio Ambiente, tudo contaminado. Esta pesquisa é fantasiosa, fraudulenta até que se prove o contrário, publicando todo levantamento e os relatórios de ictiofauna e dos recursos hídricos se está ou não potável. Melhor trocarem a foto das trutas. Aqui em nossa cidade há destas ai na praça e nos rios da Serra da Mantiqueira.

  2. Ananias Batista Fernandes Diz: março 7, 2017 at 6:49 pm

    Esta sim é uma ótima notícia! !!!!

  3. Boa notícia. Só acho que a matéria poderia contar com um infograma mostrando como JS troncos devem ser dispostos no rio presos a um cabo de aço.

  4. Ricardo Murilo Hadler Costa Diz: março 7, 2017 at 7:40 pm

    Maravilhosa esta tecnica, veio para salvar nossos rios, finalmente uma boa noticia.

  5. Aristóteles Barros da Silva Diz: março 7, 2017 at 11:36 pm

    Ofereçam essa técnica – urgentemente! – à Vale do Rio Doce, para que ela adote-a na recuperação do Rio Doce, que Vale/Samarco et caterva, mataram! Agora, essa foto das trutas, não ajuda muito, não é?

  6. deveriam cobrar da samarco pra fazerem o mesmo no rio que mataram, o rio que já foi doce e hoje é de lama

  7. AGUARDAR PRA VER OS RESULTADOS !!

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