Sarah Jessica Parker, a Carrie de Sex and the City, afirma: “Compro roupas de 2ª mão para mim e para meu filho”

Sarah Jessica Parker, a Carrie de Sex and the City, afirma: “Compro roupas de 2ª mão para mim e para meu filho”
19 jun 2017

Depois da atriz britânica Emma Watson desfilar no tapete vermelho com um vestido feito de plástico, esbanjando consciência ambiental, é a vez de Sarah Jessica Parker: a atriz declarou comprar roupas usadas para seu filho James Wilkie, de 14 anos.

Famosa por interpretar a superconsumista Carrie Bradshaw, em Sex and the City, Sarah declarou que mudou seus hábitos após tomar conhecimento dos prejuízos que a indústria da moda causa ao meio ambiente. O principal conscientizador foi o famoso documentário The True Cost.

“O filme realmente me mudou. A única coisa que tenho dificuldade de encontrar é calça, mas eu compro camisetas e moletons usados para ele”, confessou a atriz para o The Edit. Segundo o personal stylist de Sarah, a regra se aplica para ela também, que compra todos os seus looks em sites de leilão e de roupas vintage. 

Além de celebridade, Sarah é empresária e dona da marca de sapatos SJP. Apesar de não tão acessíveis, seus produtos prezam muito pela qualidade e pela procedência correta de matéria-prima e mão-de-obra. “Eu gostaria de oferecer um sapato a US$69, mas eles não durariam muito, porque teriam qualidade inferior. Como posso oferecer alguém a gastar seu suado dinheiro em algo que precisará repor em dois meses?”, questiona.

Sua linha de sapatos, produzida na Itália, chega a ter itens que custam – pasmem! – até US$395. É fato que o conceito de fast fashion é muito prejudicial para o meio ambiente e que a indústria não é sustentável. Mas T-R-E-Z-E-N-T-O-S-E-N-O-V-E-N-T-A-E-C-I-N-C-O-D-Ó-L-A-R-E-S? Diria abusivo, e você?!

Foto: Rubenstein/Creative Commons


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Jéssica Miwa
Jéssica Miwa

Mãe do Gael, Googler, jornalista e cofundadora do The Greenest Post. Acredita em pequenas ações que podem mudar o mundo.

Observações

  1. Eu amo roupa 100% algodão. Uma camiseta de poliéster custa 20, 25 reais. A de algodão custa 70, 80. Dura bem mais, bloqueia os raios UV e dá menos transpiração. Para comprar roupa de qualidade, é claro que vou pagar o dobro. Mas essas grifes cobram mais a marca em si. Fujo delas também. Para se esquivar do trabalho escravo, vale comprar roupas que estejam escrito ”made in Brazil” na etiqueta. É claro que aqui tem exploração, como já foi denunciado, mas você ainda fica na dúvida. Os ”made in china”, ”made in blangadesh”, ”made in marrocos” você tem a certeza que foi mão de obra escrava.

  2. As vezes ser sustentável significa pagar mais caro por uma peça que vai durar mais. Luxo é o oposto do fast fashion. Mas claro que dá pra ser sustentável, usando roupas de segunda mão e fazendo um upcycling.

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