Pesquisadores brasileiros desenvolvem plástico orgânico comestível

Pesquisadores brasileiros desenvolvem plástico orgânico comestível
03 ago 2015

Já imaginou um plástico produzido com espinafre, mamão, goiaba, tomate…? Para pesquisadores da Embrapa Instrumentação isto está próximo de se tornar realidade. Após duas décadas de trabalho, eles desenvolveram uma série de películas comestíveis que funcionam como plástico biodegradável e pode ser utilizadas no preparo de alimentos.

O processo de produção do “plástico comestível” é considerado simples. Primeiro, a matéria-prima, como frutas e verduras, é transformada em uma pasta. Em seguida, os pesquisadores adicionam componentes para dar liga no material e o colocam em uma forma transparente, que é levada a uma câmara que emite raios ultravioleta. Após poucos minutos, a película sai da máquina pronta para ser consumida.

Quando descartado, este tipo de plástico se decompõe em até três meses e ainda pode ser utilizado como adubo ou lançado na rede de esgoto sem causar danos ao meio ambiente. A inovação ainda tem capacidade para conservar os alimentos pelo dobro do tempo do plástico convencional, que tem como agravante o fato de demorar cerca de 400 anos para se decompor na natureza.

De acordo com o pesquisador José Manoel Marconsini, a produção deste material favorece o reaproveitamento de alimentos que seriam rejeitados por não apresentarem bom aspecto visual, mesmo estando em condições de consumo. “Além disso, como vantagem ambiental tem a redução do desperdício de alimentos, pois auxilia no aumento da produtividade”, explica.

O material tem características físicas semelhantes aos plásticos convencionais, como resistência e textura. Em laboratório, o plástico orgânico se mostrou mais resistente ao impacto, além de ser três vezes mais rígido que os plásticos sintéticos.

Ainda não há previsão de comercialização, entretanto várias empresas já entraram em contato com a Embrapa Instrumentação demonstrando interesse na inovação.



Web Rádio Água
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A Web Rádio Água é uma ferramenta de comunicação do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), um centro de categoria 2 do Programa Hidrológico Internacional da UNESCO. A WRA opera na produção e difusão de conteúdos em áudio (técnicos e comunitários) dentro das temáticas “Água, Energia e Sustentabilidade”. O projeto dedica-se a ser um espaço colaborativo que possibilita a troca de informações e experiências, para que, a partir da mobilização social, sejam adotadas boas práticas relacionadas à temática água como recurso natural em diferentes cenários da vida.

Observações

  1. […] Fonte: The Greenest Post […]

  2. Quanto a decomposição, não haveria problema de se decompor antes de cumprir seu papel como embalagem, ou seja, nas prateleiras de um mercado?

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