Penitenciária de SP recupera presos por meio de oficinas de crochê

Penitenciária de SP recupera presos por meio de oficinas de crochê
26 jul 2017

Cabeça vazia é oficina do diabo, já diz o velho ditado. Na Penitenciária Desembargador Adriano Marrey, em Guarulhos, no Estado de São Paulo, a direção resolveu investir em um tipo de atividade diferente para ocupar o tempo dos detentos: crochê.

Isso mesmo! Em um ambiente prioritariamente machista, o professor voluntário Anderson Figueiredo vem quebrando uma série de barreiras ao ensinar “uma tarefa de menina” para os presos – e como consequência está reinserindo na sociedade seres humanos muito melhores do que quando foram colocados atrás das grades.

Batizada de Projeto Ponto Firme, a iniciativa consiste em oferecer oficinas de crochê uma vez por semana aos detentos. As aulas duram cerca de três horas – sendo que a cada 12 horas de atividade os presos ganham redução de pena de um dia.

Quando se despede da turma, o professor deixa “kits de costura” formados por agulhas (de bambu!) e linhas com os alunos para que treinem as lições aprendidas até a próxima aula.

A atividade é uma forma de ocupar o tempo dos detentos, mas também de fazê-los refletir. Ao se enxergarem capazes de construir algo positivo com as próprias mãos, muitos repensam sua vida e abandonam as atividades criminosas que, mais cedo, os levaram para a prisão. Há, inclusive, aqueles que seguem carreira após deixar a cadeia!

Com dois anos de existência, o projeto já capacitou cerca de 100 alunos da penitenciária. Periodicamente, os crochês produzidos pelos aprendizes ainda são expostos em locais públicos e até em desfiles de moda, a fim de incentivá-los ainda mais na atividade. Na SP-Arte, por exemplo, todas as peças apresentadas ao público pelo coletivo Mulheres Pretas Independentes da Favela eram acompanhadas por um acessório de crochê produzido pelos detentos.

Quem aí duvida que a arte é capaz de transformar?

Foto: Reprodução/Facebook



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

Observações

  1. Isso tudo é papo furado,discurso politico.Esses cursinhos de trico,pedreiro, fazer horta,remição de pena por leitura é demagogia,nenhum preso vai ganhar a vida fora da cadeia com essas babaquices,isso só serve para diretorcde cadeia inflar o ego e enganar a sociedade.

  2. Mata rouba e estupra, sem qualquer tipo de pudor ou princípios, ai vem colocar uma matéria que um merda desses se redimiu dos crimes fazendo crochê.
    Um monte de ong que deveria ir na casa das vitimas e prestar todo apoio, não vai na cadeia valorizar o vagabundo.

  3. O presidiário tem ciência de que não vai viver de fazer crochê, mais foi informado que se participar dessa palhaçada vai fazendo pra sair mais rapido e voltar a delinquência isso sim.

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