MG instala 1ª usina do Brasil capaz de gerar eletricidade a partir do lixo (sem incineração!)

MG instala 1ª usina do Brasil capaz de gerar eletricidade a partir do lixo (sem incineração!)
24 abr 2017

A cidade de Boa Esperança, em Minas Gerais, está prestes a fazer história. O município vai receber a primeira usina do Brasil a gerar eletricidade a partir de resíduos sólidossem incineração!

Sim, o grande diferencial do empreendimento é que ele não vai queimar o lixoprocesso que gera uma grande quantidade de emissões para atmosfera. Em vez disso, produzirá energia elétrica a partir da gaseificação dos resíduos sólidos, uma tecnologia nacional que, segundo a empresa responsável, tem taxa de emissão de poluentes baixíssima.

Comandada pela Furnas Centrais Elétricas, a obra deve ser entregue ainda em 2017, para que a usina comece a operar já em 2019. Os primeiros testes foram feitos com sucesso em uma planta menor no município de Mauá, no interior de São Paulo.

A ideia é que a nova usina seja interligada à rede da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), a fim de garantir o fornecimento de energia elétrica às instalações públicas da cidade. Segundo a Furnas, o empreendimento tem capacidade para gerar 1 MW de eletricidade/mês, podendo suprir até 25% da demanda energética do município.

Além de reduzir os gastos com energia elétrica, a prefeitura vai dar jeito em um outro grande problema das cidades: a geração de lixo, uma vez que toda a produção de resíduos sólidos será destinada à usina.

Se o projeto tiver tanto êxito quanto esperam os envolvidos, a intenção é expandi-lo para outras cidades do país. Será o fim da necessidade de aterros sanitários?

Foto: Divulgação/Furnas



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

Observações

  1. oba! já dá para dar um destino útil aos políticos do brasil, geração de eletricidade

    • Finalmente dinheiro publico sendo aplicado na melhoria de vida do povo, finalmente dinheiro sendo gasto com tenologia com uma finalidade e realmente tomará que acabem ou que seja reduzido os lixões no Brasil.

  2. Robson Marcolino de Carvalho Diz: abril 25, 2017 at 2:11 pm

    Ainda bem, que realmente conseguiram do lixo, criar oportunidade de riqueza para o brasil, ainda mais, uma matriz energética limpa e essencial par o povo Brasileiro, e acabar de vez com os lixões, e se aplica o PNRS – Política Nacional de Resíduos Sóliduos, criada em 2010.Chegou na hora, no moomento difícil que estamos atravessando, com a população crescendo e concomitantemente, gerando cada vez mais resíduos. Parabeéns, aos nossos engenheiros, nesta empreitada. Vamos ver agora, se o Brasil, toca este empreendimento pra frente, porque aqui tudo que se cria, em prol da melhoria, entra en choque com o grande empresariado e acaba indo pro lixo. E o governo, também não crias incetivos.

    Robson Marcolino de Carvalho
    Profissional de Meio ambiente

  3. Laercio Barbosa Diz: abril 25, 2017 at 2:16 pm

    Nem todo processo de queima de lixo gera emissões poluentes na atmosfera. Há um processo chamado Pirólise que gera gás e partículas de carbono. O gás pode ser usado em geradores e o carbono pode voltar para a natureza sem nenhum problema de poluição. É um dos mais eficientes métodos de reuso do lixo, pois é, praticamente, 100% sustentável.

  4. vinícius Diz: abril 25, 2017 at 2:55 pm

    Espero que esta usina seja um sucesso,para que outras cidades possam copiar e aperfeiçoar conforme o local.

  5. Aqui em Salvador bahia, onde foi implantado o primeiro Aterro Controlado do Brasil, já existe desde 2006, uma usina que capta o gás metano, para geração de energia. Naquela época da inauguração, a capacidade era de atendimento para uma cidade de aproximadamente 50.000 habitantes. Creio que esse número tenha aumentado. Foi um projeto arrojado, pois foi um marco importante para a cidade, em função da extinção do antigo lixão a céu aberto.

  6. Nossa, parabéns pelo projeto!!!

  7. Gustavo Ritzmann Diz: setembro 18, 2017 at 11:45 pm

    Já ouviu falar em técnicas de fim de tubo?
    São “soluções” aplicadas para remediar um problema já existente, ou seja, tratar o sintoma e não a causa.
    Os sintomas de toda a problemática dos resíduos são as toneladas e toneladas que são depositadas diariamente em aterros sanitários e lixões, a causa raiz está no nosso CONSUMO, na maneira excessiva que consumimos e consequentemente descartamos nossos resíduos. Só há lixo quando há consumo.
    Transformar nossos resíduos em energia pode parecer a solução ideal, mas se entendermos que estaremos “gaseificando” matérias primas preciosíssimas, e que continuaremos a ter que extrair da natureza recursos virgens, aumentando a degradação do meio ambiente, perceberemos que essa não é uma solução tão excelente assim. Continuaremos a esgotar nossos recursos.
    É necessária uma mudança de paradigma na forma como consumimos, precisamos ser mais conscientes na hora de comprar, escolher produtos que tenham conceitos de sustentabilidade desde o projeto. A forma como projetamos nossos produtos também precisa ser mudada, é preciso que haja design voltado para a sustentabilidade que permita com que os materiais possam ser reciclados e reinseridos na cadeia de maneira simples, sem precisar serem “gaseificados” e transformados em energia.
    Essa deveria ser a última opção de solução dentro de uma hierarquia de soluções sustentáveis. Mas aqui é vendida como a solução milagrosa que faltava para o problema do lixo.
    Uma solução como essa mantém a lógica atual, uma população pouco consciente, que consome mal e não separa seus resíduos. Além de amarrar as prefeituras através de um alto investimento de implantação da tecnologia que fará com que a prefeitura tenha que garantir o fornecimento de lixo para essa “solução” por 10~20 anos e não invista em conscientização. Enquanto poderíamos ter várias indústrias processando e reciclando diversos materiais, gerando emprego, renda e evitando extrair mais recursos da natureza, preferimos optar por uma solução única e monopolizada, onde somente alguns poucos se beneficiarão.
    Então não estaremos dando um “jeito” no lixo, como a autora da matéria diz, estaremos somente remediando o problema.
    A solução começa dentro de cada um de nós. Responsabilidade e Consumo consciente.

    • Paulo Cesar Diz: setembro 23, 2017 at 6:25 pm

      Gustavo,parabéns sua visäo é perfeita. Precisamos estimular o consumo consciente … os 3Rs. Senão continuaremos a extrair da natureza, e os recusos säo finitos.
      O Governo de Minas em parceria com o Ministerio Público tem implantado o Projeto Reciclando Oportunidades:Com Implantação de Associação de catadores, gerando emprego e renda pra pessoas vulneráveis socialmente e levando esses resíduos la pro inicio do sistema de produção, como matéria prima.
      Com essa nova idéia, o q faremos com essas pessoa?
      E os resíduos nâo voltarão ao inicio do ciclo produtivo novamente.
      NÃO GOSTEI DESSE PROJETO DE PIRÓLISE. Forte abraço PC Salinas.

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