Holanda fecha 19 presídios por falta de presos

O governador Jaques Wagner inaugura Cadeia Pública de Salvador 

Na foto

Foto Adenilson Nunes/AGECOM
16 set 2015

Seguindo o exemplo da Suécia, que fechou quatro prisões por falta de criminosos, a Holanda fechou 19! As especulações começaram em 2009, quando o Ministro da Justiça anunciou que provavelmente fecharia oito presídios por conta da diminuição de crimes no país.

A previsão se concretizou: além da diminuição de crimes, foi implementado o monitoramento eletrônico para infrações mais leves, de modo que a pessoa consiga continuar economicamente ativa, colaborando para o crescimento do país.

Lá a proporção é 163 presidiários para cada 100 mil cidadãos. No Brasil, a taxa é de 299,7 por 100 mil. A medida trás um grande resultado no bolso do governo – que economiza cerca de R$200 mil por ano para cada presidiário a menos.

Para conseguir seguir o exemplo dos dois países, o Brasil precisaria seguir o mesmo modelo de reabilitação para aqueles que cometeram crimes. Parar de travar guerra às drogas e tratar a questão como um problema de saúde pública também é um bom começo. E você, o que acha?

Foto: Fotos GOVBA/Creative Commons


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Jéssica Miwa
Jéssica Miwa

Mãe do Gael, Googler, jornalista e cofundadora do The Greenest Post. Acredita em pequenas ações que podem mudar o mundo.

Observações

  1. No Brasil tudo, ou quase tudo, vai no sentido inverso da evolução. Enquanto em outros paises podemos perceber mudanças através de medidas pensadas, elaboradas, e com reponsabilidade, visando o bem da população, aqui vivemos os estragos provocados por um sistema administrativo sem valores e princípios, visto abertamente na corrupção que está sentenciando a população aos horrores de uma economia falida,da falta de empregos, da destituição dos serviços públicos, quanto aos serviços,que cada vez mais falham no seu propósito.Quando, nas campanhas os discursos dos políticos são sustentados nas melhorias que devem ser feitas na educação, segurança pública, e tantos outros setores, na prática tudo é um caos.Porque não seguimos modêlos como este?

  2. Anselmo Coyote Diz: setembro 20, 2015 at 7:45 pm

    Seria um ótimo post se não fosse essa mentira deslavada: ” A medida trás um grande resultado no bolso do governo – que economiza cerca de R$200 mil por ano para cada presidiário a menos.”
    É lamentável que uma pessoa diga que uma pessoa encarcerada como porcos, comendo comida de porcos, sem atendimento médico, dentista, escola, sem as mínimas condições de dignidade consuma R$16.600,00 por mês.
    Desafio qualquer um a me mostrar a planilha de custos provando isso.
    Assim sendo, lamentavelmente não vou curtir nem compartilhar ou pactuar com essa palhaçada.
    Abs.

    • Anselmo, acredito que o valor citado no texto esteja se referindo à Holanda, que, aparentemente, possuí um sistema de reabilitação bem completo.

    • Anselmo, Voce se esquece que sustentar um preso, não é somente dar comida e água. Toda a estrutura que envolve um preso deve ser computada. Assim como luz, roupas, pagamentos de impostos ,pagamentos dos profissionais ligados a estrutura(médicos, advogados, assistente sociais,agentes penitenciários, segurança, reparos nos presídios e por aí vai…) Se no Brasil isto é precário, é outro caso a ser discutido. Mas que um preso nas condições da holanda gasta isto com certeza gasta! O problema maior eu vejo é na seriedade e honestidade com que são realizados os projetos aqui no Brasil. Falta mesmo é PATRIOTISMO!!

    • FOLGORE VALENTE Diz: janeiro 6, 2017 at 3:34 am

      Anselmo, perdeu a chance de ficar calado!

  3. Uhuuuuuuu. Me desculpem, mas quem conheçe a Holanda, Suécia, Suiça, Dinamarca etc… Não estranha essas coisas. É mais do que natural. Vai ver como funcionam as instituições públicas nestes países. Vai ver como funcionam as políticas públicas nestes países.
    Lamentávelmente, O Brasil, nunca vai chegar aos pes desses países. Não que sejam perfeitos, vai ver a taxa de suicídio desses mesmos países e outros índices não tão bonitos como esses.
    Enfim. Nada é perfeito, mas Se conseguissemos botar na cadeia, não essa cadeia especial para políticos e empresários, mas a mesma cadeia que vai o senhor que roubou uma coxinha pra alimentar seu filho faminto que teve a merenda escolar desviada pelos políticos “ostentação”. Duvido muito que eles iriam roubar tão descaradamente como fazem. Vejam o safado do Pizzolato. Prefere pagar os 12 anos na Itália do que 1 ano e meio(que é o que vai pagar se vier pro Brasil) porque morre de medo de ir pra cadeia comum, como deveria ir.
    Aff.
    Bom dia.

    • Lucas Nascimento Diz: janeiro 13, 2016 at 8:40 pm

      Concordo contigo, mas só temos que levar em consideração que os referidos países são, em relação ao Brasil, minúsculos. É bem mais fácil administrar um país com população 80% menor que o Brasil.
      E outro ponto é que nesses países, a prioridade da cadeira não é retirar das ruas os indivíduos que colocam em risco a segurança da sociedade, mas sim fazer com que esse indivíduo não volte a cometer crimes. A política ressocializadora do Brasil é, assim como os presídios, precárias. Quando a gente estuda Direito Penal a gente vê que a progressão de pena deveria ser, primeiramente em regime fechado, posteriormente os detentos seriam conduzidos a propriedades agrícolas para trabalharem e depois, quase no final da pena o semiaberto. Porém, todos nós sabemos que não é assim que funciona.
      Nos países citados (ou na maioria), os detentos tem aulas, trabalham, fazem cursos. No Brasil se você foi preso por roubar um pão para dar ao seu filho você sairá da cadeira fazendo parte de uma organização criminosa, ou se tornará posteriormente pela falta ressocialização que a cadeia brasileira te promete e de oportunidades, pois os empregadores sabem disso.
      Infelizmente não é penas mais rigorosas, não é construção de mais penitenciárias, não é redução da maioridade penal, é o sistema carcerário e penal inteiro que tem que rever seus conceitos e mudar.
      Punir é muito fácil, educar as crianças, por exemplo, para que elas cresçam com a consciência de que é preciso estudar e trabalhar é outra história. Mas o governo não quer isso, pois uma sociedade altamente instruída não aceita todas as falcatruas, toda a corrupção, todo roubo que nós aceitamos como se estivesse tudo bem, se fosse tudo normal.

      • EDUCAÇÃO DE QUALIDADE + SISTEMA PRISIONAL QUE VISA RECUPERAR O PRESO + DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA + FIM DA INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO E POLÍTICAS RELIGIOSAS.

        SÃO OS FATORES QUE LEVAM AO FECHAMENTO DE PRESÍDIOS.

    • Victor Hugo Diz: agosto 15, 2017 at 3:14 pm

      E isso tem ajudado a diminuir a nossa criminalidade??
      Veja que a sua noção vingativa de justiça, que se aplica aqui, só piora tudo.
      Lá, como eles pensam o contrário de você… Vão deixando de existir criminosos…
      O cara parte para o crime, quando não tem nada a perder, ou quando o ganho é muito.
      O risco compensa… o cara parte pro crime…
      Lá, o cara tem muito a perder, e não vai ganhar nada. Não compensa.
      O crime só acaba quando o sujeito para pra pensar e vê que o crime não compensa.

  4. Boa tarde,
    penso que o enceramento de prisões pode ter várias explicações: 1. nem todos os atos considerados crimes são transversais a outro países; 2.Em Alguns países os presos ao invés de custearem a sua estadia nas prisão, recebem todo o apoio gratuito do estado, desde a alimentação, alojamento, assistência médica e medicamentosa, apoios técnicos na reinserção social, etc. A maioria desses países que estão a encerrar os estabelecimento prisionais ou são ricos ou têm um índice de rendimento a tal ponto sustentável e os mecanismos de vigilância aperfeiçoados que praticamente os crimes de roubo e furto não existem, e em fim… Esta é a minha modesta contribuição. Obrigado

  5. Eliana Estevao Diz: maio 2, 2016 at 10:12 pm

    Lucas Nascimento falou tudo, não preciso dizer mais nada! Eliana Estêvão.

  6. No holanda tem muitas escolas de qualidade, e ainda abrem mais para suprir a demanda, no nosso Brasil, fecham as escolas e lotam os presídios, LAMENTÁVEL.

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