Governo quer acabar com excesso de cesáreas no Brasil

Governo quer acabar com excesso de cesáreas no Brasil
12 jan 2015

Por mais partos naturais no Brasil! Esta é a bandeira que o Ministério da Saúde, juntamente com a Agência Nacional de Saúde Suplementar, promete defender com unhas e dentes daqui para frente. Os dois órgãos publicaram resolução que estabelece novas normas para a forma como as seguradoras e planos de saúde devem tratar as gestantes.

Entre as mudanças está o direito da paciente de solicitar às empresas os percentuais de cesáreas e partos normais realizados por cada estabelecimento e médico obstetra. As operadoras deverão liberar os dados em, no máximo, 15 dias, caso contrário poderão ser multadas em R$ 25 mil.

Outra mudança estabelece que todas as pacientes tenham direito ao Cartão da Gestante, que deve ser fornecido gratuitamente pelas seguradoras e planos de saúde. Nele, ficarão armazenadas todas as informações sobre o pré-natal da gestante, o que facilita o atendimento à mulher, quando entrar em trabalho de parto, e ainda permite que ela procure outros profissionais de saúde para avaliar sua gestação.

A ideia da nova resolução aprovada pelo Ministério é que as pacientes estejam mais bem informadas sobre sua condição de saúde e, desta forma, possam participar mais ativamente da decisão sobre o tipo de parto ideal para a sua situação. Atualmente, muitas mulheres são pressionadas pelas seguradoras e planos de saúde a optar pela cesárea, uma vez que o método é mais lucrativo para as empresas do setor.

“É inaceitável a ‘epidemia’ de cesarianas que vivemos hoje em nosso país. Não há outra condição, senão tratá-la como um grave problema de saúde pública. Em 2013, [foram feitos] 440 mil partos cesáreos. Não só temos um problema, mas um problema que vem se agravando ano a ano”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro, à Agência Brasil.

Segundo dados do governo, atualmente, o percentual de partos cesáreos no Brasil é de 84% na rede de atendimento privado de saúde. É muito! De acordo com o Ministério, esse tipo de método só deveria ser escolhido em raros casos, uma vez que a realização de cesáreas aumenta em 120 vezes o risco de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe, em comparação com o parto natural. E mais: cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no país estão relacionados à prematuridade provocada pelas cesáreas.

Foto: Dominkab/Creative Commons



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

Observações

  1. […] Por essas e outras, o método deve ser escolhido, apenas, em situações de necessidade (quando a vida da mamãe ou do bebê está em risco) e o governo brasileiro “declarou guerra” as cesáreas em 2015. […]

  2. Gostaria de parabenizar o site pelas varias materias interessantissimas em favor da estimulação do parto normal, sou ativista do parto humanizado e blogueira tambem. Precisamos de muitos artigos e materias bem ilustradas para divulgar tudo sobre a causa e esclarecer a populaçao!

    • Maira gomes feraz Diz: fevereiro 4, 2016 at 9:48 am

      Parabeniza uma ova esses infeliz estão colocado as mulheres pra senti dor ate o último minuto e muitas vezes quando tomão a decisão de ópera a criança ja estão morta.meu filho quase q morrer graça a esse parto humanizado

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