Chega de fome e desperdício! O supermercado gratuito que reúne alimentos (bons!) que seriam jogados no lixo por outros estabelecimentos

Chega de fome e desperdício! O supermercado gratuito que reúne alimentos (bons!) que seriam jogados no lixo por outros estabelecimentos
05 nov 2017

Enquanto ⅓ dos alimentos produzidos no mundo inteiro é desperdiçado e acaba no lixo, muita gente está passando fome por aí. Triste! Mas o supermercado Free Store está fazendo sua parte para combater esse problema na Nova Zelândia.

A loja, localizada em Wellington, oferece de graça os produtos que estavam à venda em supermercados, cafés e padarias da região, mas que não foram comprados pelos consumidores – e, portanto, iriam para o lixo. As doações são coletadas pela artista Kim Paton, que iniciou o projeto em 2010. A ideia era que a iniciativa durasse apenas 2 semanas, como forma de conscientização a respeito da quantidade de comida boa que descartamos diariamente, mas o sucesso foi tão grande que o projeto acabou se transformando em uma entidade permanente. Atualmente, 65 estabelecimentos comerciais da região doam seu desperdício para a Free Store.

“Não há nenhum pré-requisito de quem pode’comprar’ na nossa loja gratuita”, explica o cofundador da iniciativa, Benjamin Johnson, que tem apenas 28 anos. “Qualquer pessoa, por qualquer razão, que não nos interessa, pode pegar o que quiser”, explica em entrevista à Yes Magazine. Segundo ele, os principais clientes são moradores em situação de rua, pessoas desempregadas, refugiados, estudantes e ex-detentos que saíram recentemente da prisão.

Atualmente, 120 mil toneladas de alimentos são descartados anualmente na Nova Zelândia, o que representa um desperdício de US$ 625 milhões. Enquanto isso, dados da Unicef mostram que 28% das crianças do país estão em situação de pobreza e passam fome. Qual o sentido? A fim de ajudar a combater o problema, a Free Store disponibiliza, por final de semana, de 800 a 1.500 itens gratuitamente para quem precisa. A loja fica aberta apenas uma hora, das 18h às 19h, mas é suficiente para garantir que a comida (boa!) que iria para o lixo seja consumida por quem precisa. Por ano, a iniciativa garante que US$ 1 milhão deixe de ser desperdiçado.

Outras cidades da Nova Zelândia já estão tentando copiar o modelo. “Tudo que você precisa é de um espaço físico, fornecedores gratuitos de alimento e voluntários para organização das doações”, afirma Benjamin. Quem sabe a gente não ganha uma réplica aqui no Brasil?

Foto: Divulgação



Jéssica Miwa
Jéssica Miwa

Mãe do Gael, Googler, jornalista e cofundadora do The Greenest Post. Acredita em pequenas ações que podem mudar o mundo.

Observações

  1. aqui no brasil infelizmente não dá pra fazer isso. se um supermercado, um restaurante, lanchonete, panificadora ou outro estabelecimento qualquer doar sobras (não confundir com restos), e a pessoa que comer passar mal (pode ser até intolerância a um determinado tipo de alimento ou condimento), pode processar o estabelecimento e inclusive fechar o mesmo. é uma pena, pois muita comida boa vai para o lixo quando poderia alimentar milhões.

    • Verdade. Moro em uma cidade turística e questionei sobre as sobras de alimentos que poderiam ser doados as escolas, creches, asilos, etc. As respostas foram as mesmas. Se alguém passar mal, por qualquer motivo, ingerindo o alimento, o processo vem em cima do doador.

  2. Ah se o Dória ficar sabendo……………..

  3. O Brasil é infelizmente regido por leis de miloitocentosenada.
    Poderia-se aproveitar sim, de uma maneira organizada e higiênica os alimentos não consumidos no dia por restaurantes, padarias, bares ou outro tipo qualquer.
    Porém, acho que o próprio brasileiro que iria se beneficiar, para amenizar sua fome, não veria a hora de processar o estabelecimento por ter passado mal apos consumir o mesmo.
    Deveria se pensar se organizações cristãs(AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO)coordenar este trabalho e prestar contas ao responsável do estado.
    É uma idéia e posso ajudar.
    Já fazemos coisa parecida com alimentos comprados e não queremos nada em troca.

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