Escola italiana dá pontos extras a alunos que usam bike

Escola italiana dá pontos extras a alunos que usam bike
26 maio 2015

Enquanto no Brasil adultos ganham dias de folga no trabalho por usar a bike como meio de transporte, na Itália os adeptos da magrela já são recompensados desde jovens pela contribuição que prestam ao meio ambiente. É que na escola de ensino médio Liceu Antonio Meucci, localizada em Aprilia, os estudantes que vão ao colégio de bicicleta ganham pontos extras no boletim.

A iniciativa, batizada de Bike Control, foi ideia de um estudante da escola, Lorenzo Catalli. Com a ajuda do pai, ele desenvolveu por conta própria o dispositivo que viabiliza o projeto e apresentou-o à direção do colégio. Trata-se de um sensor, instalado nas bicicletas dos estudantes, que registra data, hora e distância do percurso feito em cima da magrela.

Para ganhar o bônus da escola, os estudantes precisam pedalar, pelo menos, três vezes por semana – nos horário de entrada e saída do colégio, claro. Usar a bike de noite, por exemplo, não vale! Os resultados do programa são divulgados, mensalmente, no site da instituição para que os alunos possam acompanhar seu desempenho.

Quem pedalar o necessário proposto pela iniciativa ganha “créditos de formação”: tratam-se de pontos que os alunos conseguem a partir da prática de atividades extracurriculares. Esses créditos integram a média final dos estudantes e ajudam a passar no Exame de Estado, uma prova exigida para cursar o ensino superior na Itália. Vale a pena adotar a bike como meio de transporte, não?

“Os estudantes já contavam com uma série de atividades que podiam fazer para obter esses créditos de formação. Entre elas, trabalhos voluntários, atividades artísticas e estudo de línguas. Pela primeira vez, o uso da bicicleta, por seu valor ecológico, passou a fazer parte da lista”, contou Antonio Perrone, diretor da escola, em entrevista à BBC.

E não para por aí: a partir de 2016, quando o projeto completar dois anos, os três estudantes da escola que mais pedalaram desde o início da iniciativa ganharão bolsas de estudo na instituição, no valor de 300, 200 e 100 euros. Bacana, não?

O programa está fazendo tanto sucesso na Itália que o governo de Aprilia decidiu financiar a produção e instalação dos dispositivos colocados nas bikes e planeja estender a iniciativa para outras instituições públicas e privadas. Uma boa forma de incentivar hábitos sustentáveis nos estudantes?

Foto: Mario Mancuso/Creative Commons



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

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