Em MG, presos podem pedalar para gerar energia limpa (e em troca têm redução de pena)

Em MG, presos podem pedalar para gerar energia limpa (e em troca têm redução de pena)
08 jun 2015

A cada 16 horas em cima da bike, 24 horas a menos dentro da prisão. Essa é a matemática do projeto Uma Luz para a Liberdade, implantado no Presídio de Santa Rita do Sapucaí, no interior de Minas Gerais.

A ideia foi do juiz José Henrique Mallmann, que ao ver na internet uma academia de ginástica que usava a energia cinéticaisto é, de movimento – produzida pelos clientes para fazer os equipamentos elétricos funcionarem, quis trazer a iniciativa para dentro da prisão de Santa Rita do Sapucaí. “Afinal, a saúde do preso é responsabilidade do Estado”, disse em entrevista ao Jornal do Brasil.

Quatro bicicletas que estavam paradas na delegacia da cidade foram instaladas no pátio do presídio, para viabilizar o projeto. Os presos podem pedalá-las, em revezamento, das 8h às 17h. Os minutos que passam em cima da magrela são, então, contabilizados pelos guardas e garantem redução de pena para os detentos.

E a energia produzida pelas pedaladas? Fica armazenada em uma bateria e é usada, todas as noites, para iluminar uma das principais praças da cidade. Assim, os presos podem se exercitar na prisão, ‘matar o tempo’ e, de quebra, ajudar a comunidade. Curtiu?

Segundo Mallmann, a iniciativa está fazendo sucesso – dentro e fora do Brasil. Até autoridades da China já entraram em contato para conhecer o projeto e, quem sabe, reproduzi-lo do outro lado do mundo. Já pensou se a ideia pega?

Foto: Divulgação/Presídio de Santa Rita do Sapucaí


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Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

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