Brasil instala sua primeira usina solar flutuante (que vai abastecer 9 mil casas do NE)

Brasil instala sua primeira usina solar flutuante (que vai abastecer 9 mil casas do NE)
14 mar 2016

Depois do Japão e da Inglaterra, a hidrelétrica de Balbina, localizada em Presidente Figueiredo (AM), anunciou projeto-piloto da nova tendência: usinas solares flutuantes. Com capacidade instalada de 260 MW, a hidrelétrica entrega atualmente menos da metade desta energia por conta da seca e do baixo nível de seu reservatório. Para abastecer a população local de maneira mais satisfatória, a usina está apostando na energia solar.

Por meio de um projeto-piloto, pioneiro no Brasil, foram instaladas placas fotovoltaicas no lago da usina, que até outubro de 2017 serão responsáveis pela produção de 5 MW numa área equivalente a cinco campos de futebol. A energia será suficiente para abastecer cerca de 9 mil residências.

Os flutuadores da primeira etapa foram produzidos em Camaçari, na Bahia, e os próximos serão fabricados no Amazonas. Um projeto semelhante deve ser anunciado, em breve, na Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, por meio de uma parceria entre a Eletronorte e a Chesf.



Web Rádio Água
Web Rádio Água

A Web Rádio Água é uma ferramenta de comunicação do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), um centro de categoria 2 do Programa Hidrológico Internacional da UNESCO. A WRA opera na produção e difusão de conteúdos em áudio (técnicos e comunitários) dentro das temáticas “Água, Energia e Sustentabilidade”. O projeto dedica-se a ser um espaço colaborativo que possibilita a troca de informações e experiências, para que, a partir da mobilização social, sejam adotadas boas práticas relacionadas à temática água como recurso natural em diferentes cenários da vida.

Observações

  1. A Hidroelétrica de Balbina é uma dos maiores desastres ambientais do Brasil. À revelia do que poderia acontecer com o meio ambiente, o governo militar e a eletronorte realizaram a construção da Hidrelétrica, cuja inundação nefasta matou animais e a vegetação local e tem uma alta liberação de 02 e CH4, em uma área que é hoje 5x maior que será inundada em Belo Monte. Além do mais, a reserva indígena dos Waimiri-Atroari foi deslocada da região de Presidente Figueiredo para uma reserva de beira de estrada na fronteira entre AM e RR. Tudo para construção da hidrelétrica de Balbina, que hoje produz os insuficientes 275 MW de energia elétrica.Como podemos nos redimir desse erro histórico? vamos usar a área inundada com placas flutuantes a fim de utilizar a energia solar. Porém, essas placas não causaram aquecimento ao lago? a produção será uma produção suficiente? ou seja usar energia solar em Balbina nunca será suficiente para que haja resgate do crime ambiental cometido, nada será.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *