Água potável que sai das torneiras brasileiras está cheia de microplástico (e pode fazer mal à saúde), alerta estudo

Água potável que sai das torneiras brasileiras está cheia de microplástico (e pode fazer mal à saúde), alerta estudo
02 out 2017

Sabe aquele ditado que diz que “tudo que vai, volta”? Os brasileiros – assim como o restante do mundo – já começam a vivê-lo na pele. Levantamento feito pela Orb Media nos cinco continentes do planeta apontou que a água potável que sai das torneiras de todo o mundo – e é usada para tomar banho, cozinhar e até matar a sede – possui fibras microscópicas de plástico.

As consequências da ingestão constante e diária desse material – seja diretamente ou indiretamente, ao nos alimentarmos de animais que vivem em rios e oceanos – ainda não é 100% conhecida pelos cientistas, mas já preocupa, uma vez que esses fragmentos plásticos possuem componentes químicos, que por sua vez atraem outros contaminantes presentes no ambiente, como pesticidas e metais pesados. Ou seja, em meio à incerteza, uma coisa já é certa: bom não é!

Entre os oito países avaliados, o Brasil ficou em terceiro no ranking dos que possui maior quantidade de microplástico na água potável que sai da torneira – atrás apenas de EUA e Líbano. E o que mais preocupa é que, por aqui, o Ministério da Saúde não possui nenhuma portaria que exija as empresas abastecedoras de água potável, como a Sabesp, por exemplo, a medir e controlar a quantidade de microplástico presente no recurso que fornecem à população.

Diminuir o consumo de plásticousando menos sacolas descartáveis, canudos, roupas de lã sintética (que liberam microplástico na água a cada lavagem) e até diminuindo o uso do carro (uma vez que o atrito dos pneus com o asfalto também deixa muito microplástico no chão) – ajuda a não piorar o problema, enquanto os cientistas tentam encontrar uma maneira de consertar o estrago que já fizemos ao meio ambiente (e à nossa saúde).

Estamos ingerindo plástico todos os dias e isso não está legal!

Foto: Reprodução



Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

Observações

  1. Leonardo Almeida Sousa Diz: outubro 2, 2017 at 6:41 pm

    Prezada, boa noite.
    Este fato é mais um estado caótico de nossas leis ambientais e com a intenção de poder contribuir… indico literaturas sobre o uso da homeopatia para o tratamento deste recurso tão valioso! No departamento de fitotecnia da UFV existem referências sobre o assunto e creio que outras IES também possam prestar favores técnicos… Caso a Sr.(a) se interessa em aprofundar no assunto e difundir o uso desta tecnologia de baixo custo e conformidade com as leis da natureza faça contato(s) e compartilhe esta idéia com outros cidadãos que pensam e se preocupam com o futuro do planeta!!! Att. Leonardo Almeida Sousa

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