A mulher que viveu 2 anos em uma árvore para salvá-la

A mulher que viveu 2 anos em uma árvore para salvá-la
08 abr 2015

Julia Butterfly Hill. Este é o nome da ativista que – talvez inspirada pelo ‘butterfly’ do nome – passou exatos 738 dias nas alturas, sem colocar os pés no chão sequer uma vez. O motivo da aventura? Ela queria proteger uma árvore!

O sacrifício é para poucos, mas Lunacomo a planta foi batizada por Julia – também não era uma árvore qualquer: tratava-se de uma sequoia com mais de mil anos de idade e 60 metros de altura. A planta milenar, que tinha suas raízes fincadas na floresta de Headwaters, na Califórnia, estava sob ameaça de ser derrubada por uma madeireira.

Os planos da companhia, no entanto, nunca se concretizaram. Tudo graças à Julia. Quando soube da situação, a ativista subiu em Luna e avisou: só desceria de lá se a vida da planta fosse poupada!

O pedido não foi atendido prontamente. Julia viveu dois anos na copa da árvore, há 50 metros do chão, para garantir sua sobrevivência – e, também, a de suas vizinhas.

Uma equipe de amigos se organizou para alimentar a moça, que na época tinha 23 anos. Um fogareiro, uma esponja – para tomar banho com água da chuva – e uma bolsa hermética – para fazer suas necessidades – foram as únicas companhias da jovem durante os 738 dias que passou em cima de Luna.

A história toda aconteceu no final da década de 90 e só terminou (com final feliz!), quando a ativista conseguiu um documento, assinado pela madeireira que havia sentenciado a morte de Luna, garantindo que nem a sequoia milenar e nem as árvores a sua volta seriam cortadas. Júlia, então, finalmente desceu da árvore e sua saga virou livro: O Legado de Luna, disponível em 11 idiomas.

Dez anos depois, a jovem virou mulher, mas não abriu mão de suas convicções de garota: ela continua militando, firme e forte, pela causa ambiental. E Luna? Passa bem! A árvore continua, exatamente, no mesmo lugar. A única diferença é que, agora, ela pode fazer fotossíntese muito mais tranquila. É que, após sua história com Júlia, a área onde vive virou reserva ambiental e está protegida do interesse de qualquer outra madeireira que ouse reacender a fúria dos ativistas.

Foto: Divulgação/Julia Butterfly 


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Débora Spitzcovsky
Débora Spitzcovsky

Débora Spitzcovsky é jornalista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo e, desde o início da carreira, atua na área da sustentabilidade. Atualmente, é analista de comunicação sobre o tema na Duratex

Observações

  1. Isso é que é ser perseverante!

  2. EMANOEL TEÓFILO DE ARAÚJO BATISTA Diz: janeiro 27, 2017 at 2:26 pm

    É BOM SABER QUE ESSES ESPÍRITOS EVOLUÍDOS ESTÃO CHEGANDO AO NOSSO PLANETA EM MASSA. AQUELES QUE NÃO ACOMPANHAREM O SALTO EVOLUTIVO QUE ESTÁ PARA ACONTECER NESTE PLANETA, SE PREPAREM, POIS NÃO MAIS ENCARNARÃO NA TERRA, MAS POSSIVELMENTE EM NIBIRU, UM PLANETA MAIS ATRASADO QUE ESTÁ SE APROXIMANDO DE NÓS E SUGARÁ ESSES ESPÍRITOS PARA A SUA ORBE.

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