8 maneiras de prevenir morte de aves em complexos eólicos

8 maneiras de prevenir morte de aves em complexos eólicos
05 set 2014

A energia eólica é uma ótima alternativa para a produção de energia limpa, mas tem um probleminha: todos os dias morrem milhares de pássaros, alguns em extinção, por conta da prática. Não sabemos mais viver sem energia – fato – e precisamos preservar a biodiversidade. Por isso, empresas têm investido em oito métodos simples para combater a morte dos pobrezinhos:

  1. Escolha do local
    Parece algo simples, mas não é. A questão de onde colocar as turbinas é importante porque pode evitar rotas aéreas frequentemente utilizadas por diferentes espécies para migração – prevenindo, assim, a colisão.
  1. Radar
    A tecnologia detecta quando os pássaros se aproximam e desligam automaticamente os aerogeradores. Alguns mais avançados conseguem dizer, inclusive, qual é a espécie e determinam a urgência de encerrarem as atividades.
  1. GPS
    O estado da Califórnia colocou GPS para traquear as espécies em extinção e, desta forma, zerou mortes causadas por complexos eólicos. Isso permite o monitoramento destes animais, que correm perigo.
  1. Ultrassons
    Não é a máquina de ver bebês que você deve estar imaginando, trata-se de um som que tem poder de mandar morcegos para longe e evitar acidentes. Isto porque a causa de sua morte não é, necessariamente, a colisão: o barulho produzido pelos motores estouram seus tímpanos – o que pode ser mortal. Segundo especialistas, este é um dos métodos mais eficazes.
  1. Desligar turbinas quando ventos estão fracos
    Morcegos curtem voar quando os ventos não estão fortes e nem é tão rentável assim deixar as turbinas ligadas nessa situação. Para evitar incidentes desagradáveis, basta encerrar as atividades nessas ocasiões. A técnica reduziu em 60%, segundo estudo recente.
  1. Pintar as pás em cores diferentes
    Alguns estudos comprovaram que morcegos se sentem atraídos pelas turbinas – a razão ainda não é conhecida. Um estudo inglês acredita que trocar a cor da turbina iria diminuir o número de insetos que a ronda e, consequentemente, diminuir as mortes de morcegos.
  1. Novas formas de pás
    Alguns designers acreditam ser possível conceber um novo formato de turbina que seja menos agressivo aos pássaros. Os modelos vão desde grandes pipas que aproveitam o vento para turbinas de eixo vertical.
  1. Detecção de ataque
    A turbina, neste caso, seria sensível à colisão: uma vez que percebe que a ave bateu em suas pás ela diminuiria o ritmo ou desligaria totalmente – prevenindo mais colisões, já que é provável que haja mais pássaros por perto.

As alternativas apontadas pelo site Grist provam que a energia limpa pode coexistir com a biodiversidade – basta uma dose de boa vontade!

Foto: elfo_tografo/Creative Commons



Jéssica Miwa
Jéssica Miwa

Mãe do Gael, Googler, jornalista e cofundadora do The Greenest Post. Acredita em pequenas ações que podem mudar o mundo.

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