2015 foi um ano MUITO LOUCO

2015 foi um ano MUITO LOUCO
02 jan 2016

Do crescente debate sobre o feminismo até as questões raciais e as ocupações das escolas paulistas, 2015 foi um ano pirotécnico que deixou claro que não somos apenas indivíduos. SOMOS TAMBÉM UMA SOCIEDADE! Além das vontades e objetivos de cada pessoa, existe um destino coletivo. A gente se constrói por meio de relações interdependentes, que moldam uma realidade maior a partir de cada ação. 2015 nos trouxe à memória uma verdade praticamente esquecida: nós SOMOS a sociedade, amiguinho!

Dos escândalos de corrupção à inflação e ao desemprego, vivemos mais uma grande crise econômica e política. Nossa economia, que enriquece os mais ricos, cria um exército de excluídos e estimula a degradação do meio ambiente, vem se mostrando cada vez mais insustentável. Nossa política que, em sua maioria, representa as vontades da minoria mais rica da população, mostra aos poucos todo o seu grande (quase total) lado negro da força. Com todas essas reviravoltas, nesse ano fomos obrigados a olhar com mais atenção para modelos de troca mais justos; para as possibilidades de uma economia mais solidária em que todos saiam ganhando. Começamos a perceber que o modo como trocamos e definimos nossos representantes é reflexo de escolhas nossas. 2015 alertou: nós SOMOS a economia e a política, simpatia!

Da crise hídrica em São Paulo à morte do Rio Doce, nós tivemos a oportunidade de repensar o quanto somos dependentes da natureza. Estamos sendo obrigados a lidar com as consequências dos nossos próprios atos e, aos poucos, começamos a relembrar que somos parte dessa natureza. De um modo trágico, 2015 nos lembrou: nós SOMOS a natureza, coleguinha!

O ano de 2015 foi um tapa na nossa cara seguido de um berro: “ACORDA, QUE DO JEITO QUE TÁ NÃO VAI ROLAR!”. Um tapa que direcionou a nossa atenção pra uma realidade fundamental. A realidade de que tudo isso está conectado: sociedade, economia, meio ambiente, política, estilo de vida… e que nós, somente nós, podemos mudar esse cenário. A cada escolha, a cada ação.

Para isso é preciso, primeiramente, que nos permitamos a outras realidades. Que possamos vivenciar a magnífica diversidade que existe no mundo, a fim de abrirmos novos horizontes. Novos caminhos que nos presenteiam com novos conhecimentos. Conhecimento suficiente para finalmente descobrirmos que ~TCHARÃM!~ NÃO PRECISAMOS VER TUDO DO AVESSO PARA SABERMOS QUE É HORA DE MUDARMOS!

E agora chegamos a um novo ciclo: o esperado ano de 2016! Aquele que, para muitos, nunca chegaria.

Baseado nos acontecimentos desse 2015 doideira, fica claro que muita gente vai ousar uma mudança mais profunda para esse ano. Passar do clássico “no ano que vem vou entrar de dieta e emagrecer” para um verdadeiro questionamento das bases da alimentação e da própria noção de saúde. Mais pessoas buscarão conhecer de onde vêm seus alimentos; se articularão em grupos de consumo para eliminar os atravessadores e conseguir produtos agroecológicos – sem veneno e com relações harmônicas de produção – a preços justos. Vai ter mais gente fazendo horta urbana, andando de bicicleta e sendo chamado de comunista por pessoas que acumulam as dores da existência. Faz parte, tem gente que parou nos anos 70. Tá fácil não.

Vai ter gente ultrapassando o costumeiro “vou ficar rico!” para vivenciar um outro conceito de riqueza: aquele que não falta com a parte material, mas transborda no afetivo, nas relações e em todas as coisas que fazem a vida valer a pena. Pessoas que se desconectarão das amarras da “vida perfeita” e buscarão aquilo que move o que é mais visceral; que conectarão as vontades e “metas” individuais às necessidades mais urgentes da sociedade, fazendo do processo evolutivo individual uma soma à evolução coletiva.

O que não vai faltar, com certeza, é gente que vai chutar o balde do trabalho sem sentido(e criar oportunidades pra que outros façam o mesmo), dos relacionamentos sanguessugas e das velhas certezas para procurar alternativas que cooperem com uma vida mais legal. Porque, convenhamos, já deu dessa loucura que reduz a vida a uma competição incessante, né?

Em 2016 a mudança virá de todos os lados: das empresas, do poder público e, de onde é mais importante, de dentro de cada um de nós; os maestros da sociedade. Que nesse ano puxemos a rédea da existência e nos afirmemos como transformadores da realidade. Que sejamos senhoras e senhores dos nossos destinos e do nosso destino, individual e coletivamente. Que continuemos mudando o que deve ser mudado – tudo que tenda a destruição – e conservando o que deve ser conservado – todas as relações baseadas no amor, na confiança e na construção de um mundo melhor.

Que em 2016 sejamos a mudança que queremos ver no mundo! Que o debate continue extrapolando os limites da internet e se construindo na realidade material. Que as experiências que se originam de uma visão de mundo mais harmônica e pacífica, continuem a florescer nesse mundo cheio de injustiças e crueldades. Que, sobretudo, nos indignemos mais! VAI TÀ PODENDO FICÁ PUTO SIM! Mas que essa indignação leve a construção de alternativas que visem o bem comum. Que 2016 seja o ano da construção a partir das desconstruções, mais do que necessárias, que ganharam força em 2015.

Que 2016 seja o ano da juventude consciente, do começo de uma reforma política consistente, da faxina dos velhos políticos corruptos e da eleição de representantes comprometidos com o bem; da libertação das amarras psicológicas e sistêmicas-materiais; da bioconstrução, da permacultura, da agroecologia, do cuidado com o solo, com as águas, com o ar e com as pessoas; do feminismo, dos movimentos sociais e da emancipação das comunidades; do auto-conhecimento e do conhecimento científico e popular; do empreendedorismo social e das leis e políticas públicas que incentivem o desenvolvimento verdadeiramente sustentável. Em suma, de todas as iniciativas que visam a liberdade, o amor, a cooperação e a paz.

Uma coisa é fato: cada um de nós será a mudança! Nesse 2016 vai sobrar amor pela Vida e pelas práticas que mantém a Vida. Vão sobrar redes do bem a serem tecidas! Vamos juntos que o futuro só depende de nós e o que nos resta é o AQUI e o AGORA! BORA BOTAR A MÃO NA MASSA! Marca aí os amigos e amigas que se movem por um mundo melhor e que estão dispostos a serem a mudança em 2016. Vamos todos juntos!

VEM QUE VEM 2016!

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Projeto de um casal viajando o Brasil todo a fim de disseminar alternativas para um futuro mais harmônico.


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